Voo Noturno

Data: 30/09/2009 (quarta)

Horário: 19h21min

Distância: 5,61 km

Tempo: 31min43seg

 

Treinar sozinho é bom. Treinar acompanhado é unir o útil ao agradável. É poder correr e bater papo ao mesmo tempo. É ver alguém que corre bem mais rápido que você e ter o privilégio de dar ao menos alguns passos ao lado dele. Ou poder acompanhar e servir de estímulo para alguém que ainda corre um pouco menos. E, no caso específico dos simulados, como já tinha sido antes da General Salgado, da 3ª Oscar Fashion Running; e novamente agora, às vésperas da 4ª Corrida ADC Embraer, é também ter a chance de conhecer (ou relembrar) o trajeto antes dos “adversários”.

 

O percurso da Corrida ADC Embraer

 

Ao contrário dos anteriores, este foi combinado de última hora. Conversamos, eu e o Toninho no domingo, sobre a possibilidade; que o Jorge já havia cogitado anteriormente. Mas tinha ficado em aberto. Só na noite de terça é que fechamos o acordo, data e horário. Avisei alguns amigos, nem todos infelizmente poderiam estar presentes. Mas até que houve bom quórum. Pouco depois das 19h, com um atraso devido à dificuldade para estacionar ali no pedaço (o segurança chiou, inclusive), estávamos reunidos em frente à ADC em nove corredores: além dos três idealizadores, também o Zebra, o Mayke, o Mineiro, o Wilson, o Sílvio e o Paulo Gallo. Explicações básicas para quem não esteve na prova do ano anterior e partimos no sentido bairro-centro.

 

Apesar de ser esporte coletivo, os nossos treinos conjuntos têm ritmo livre. Cada um vai na sua, na velocidade que achar melhor. Zebra, Mayke e Paulo logo dispararam na frente, abrindo grande distância quase imediatamente. O segundo pelotão, mais numeroso, demoraria mais para se espalhar pela pista.

 

De posse do meu brinquedo novo, presente de um grande e generoso amigo (muito obrigado novamente!), o sensor inercial para o meu Polar, e ainda aprendendo a lidar com ele, fiquei responsável por aferir as medidas. Passada a praça onde numa trágica noite, anos atrás, não vi uma mureta de quase trinta centímetros de altura e desabei feito um saco de batatas, o autolap disparou o primeiro quilômetro. Ainda no trotinho muito leve, nem me preocupei em olhar (seriam 6’46’’). A descida, presente desde o comecinho, começava a se acentuar e a aumentar naturalmente este ritmo lento inicial. O Mineiro, que eu sempre digo, não sabe brincar, já tinha partido atrás dos líderes. Com o trânsito pesado da Avenida dos Astronautas ainda com resquícios do rush, seguíamos pela calçada, mas a passadas largas.

 

A altimetria da Corrida ADC Embraer

 

Logo chegamos ao ponto de retorno, a rotatória em frente às quadras esportivas do Jardim da Granja e à entrada do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (lugar de grandes cérebros e, soube mais recentemente, grandes pulmões também!). Aproveitando o sinal fechado, me precipitei e atravessei a rua, sem contornar o balãozinho completo, fato observado na hora pelo Sílvio, diminuindo em alguns metros o percurso em relação ao oficial da prova. Sem estresse. Estourando, cortamos uns cento e poucos metros, nada que invalidasse o experimento. Começamos a subida. Aí, quem se destaca sempre é o nosso cabrito montês, o grande Wilson, especialista em pirambeiras, rampas, lombas, colinas, escarpas e afins. Sumiu, como se estivesse descendo. Nosso grupo ficou reduzido a quatro corredores, divididos em duas duplas. Um pouco à frente, eu e o Sílvio, logo depois, Toninho e Jorge.

 

Vista noturna da entrada do Jardim da Granja

 

Começava a parte séria da coisa. Primeiro a subida mais íngreme, mas também mais curta. Sacana, perguntei pro Jorge, inimigo ferrenho das ladeiras, se tinha gostado daquela. Viria coisa pior. Depois de um ligeiro platô, uma daquelas subidas que nem parecem que são. Mas são, e bota “são” nisso. Inclinação mínima, mas longa toda vida. Quando vem uma curvinha, onde do lado esquerdo está um posto de combustível, parece que ela acaba, mas é alarme falso. Continua, e continua ainda por um bom tempo. Somando tudo, um quilômetro e meio morro acima. Traiçoeira à beça. Mas também muito gostosa de fazer. Aproveitei que hoje era dia de treino de velocidade e acelerei, chegando a fazer, segundo o sensor, 13 km/h de máxima. Se fizer isso de média no dia da prova, dou-me por satisfeito, hehehe...

 

A rotatória do INPE

 

Depois de finalmente voltar ao plano e passar de novo em frente ao ponto de partida, a prova tem outra pequena armadilha: um grampo longo, de pouco mais de um quilômetro. Na prova do ano passado cheguei nele abrindo o bico e, recém-incorporado à equipe 100 Juízo, recebi o importante apoio do capitão Zebra, que serviu de estímulo para um dos melhores resultados de todas as minhas corridas. Desta vez, tendo começado mais lento, encontrei com ele e a sua guarda de honra pouco antes de virar à direita e pegar a rua do aeroporto. O Mayke mandou um “vamo” na passagem. Maneirei um pouco, até pela escuridão. Deu medo de aparecer do nada um buraco e me tirar da prova propriamente dita. Mas segui em bom ritmo, fazendo parciais a essa altura na casa dos 5’20’’ a 5’30’’. Felizmente, nem sombra da dor na virilha que abreviou a minha prova do domingo anterior em Taubaté.

 

O retão em frente ao aeroporto

 

Começando a retornar, pouco antes da entrada de um dos galpões da indústria aeronáutica, reencontrei primeiro o Sílvio e, logo depois, Toninho e Jorge, mantendo também boas médias de velocidade. Este último, bravo guerreiro, começando a se especializar em meias maratonas cariocas (Frei Galvão que é bom, nada!), terminaria feliz sua participação no treino com um pace abaixo de 6’. E com fôlego de sobra!

 

A galera do treino

 

Voltando à avenida, acelerei um pouquinho para fechar e terminaria minha parte com 31’ altos, bem mais que os 28’ da prova de 2008, mas com a sensação de que dá sim, com esforço e um pouco de sorte (sol baixinho) pra buscar esse tempo de novo. A galera dispersou rápido, uns com fome, outros querendo ver o jogo (ou será a novela do Zé Mayer?). Perderam o melhor da festa. O "kit pós-prova" fornecido pelo Toninho teve água e frutas (melhor que o de muitas corridas por aí), além de mais uma boa meia hora de bom papo e boas risadas. Que bela noite de quarta! Agradeço a todos que estiveram presentes. E que venham os próximos treinos conjuntos, simulando trajetos de provas ou não.

 

Abraços,

 

Fábio Namiuti

 

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