Andar com fé eu vou

Data: 20/10/2009 (terça)

Horário: 19h32min

Distância: 15,1 km (eu), 16,6 km (galera)

Tempo: 1h26min22seg

 

Vem se aproximando mais uma prova, mais um desafio tradicional para os corredores da região do Vale do Paraíba. A Meia Maratona Frei Galvão, na sua quinta edição, ocorre no próximo final de semana, dia 25 de outubro. E, após outra meia (dúzia de km, como lembrou o amigo Orlando), no domingo passado, alguns amigos vieram conversar comigo sobre a possibilidade de agendarmos um treino preparatório durante a semana. Topo, por que não? Vamos cair pra dentro...

 

Na suineira pós-prova (nosso almoço de confraternização), papo vai, papo vem, um não podia na quarta, outro achava que quinta era muito em cima do dia da corrida. Acabamos fechando para terça-feira. Ficou curto o prazo para a convocação. Na segunda-feira, tome o disparador oficial de e-mails enviando cinquenta ou mais mensagens para os amigos da mailing list. Não recebeu? Mande seu endereço de e-mail para fabio.namiuti@terra.com.br e terei prazer em inclui-lo(a). Montando meio às pressas um trajeto de pouco mais de 16 km, distância que julguei apropriada para um último longuinho pré-prova.

 

O percurso do treino

 

Já que não dava para fazer um simulado do trajeto propriamente dito, sito a uns 90 km de onde estávamos, o lance era tentar achar um lugar por aqui que tivesse características mais ou menos semelhantes: longos trechos planos, mas também com boas subidas e descidas. Fui maldoso com os amigos: deixei a descida para o começo e a subida para o final.

 

A altimetria do treino

 

Lamentavelmente, a data escolhida como consenso acabaria deixando de fora a turma que treina no CTA com o Jota Júnior. Mas eu esperava aí pelo menos um quórum de uns 20%. Quando cheguei ao Parque Vicentina Aranha, nosso local de concentração e reduto de corredores e caminhantes (mais os segundos que os primeiros), o único que já estava por ali era o Paulo Gallo. Até estranhei a presença, porque esse nosso mais novo integrante oficial da Equipe 100 Juízo é especialista em curtas distâncias. Mas é também amigão, curte bastante a companhia da galera; e também já deu mostras de que tem em comum conosco aquela boa maluquice que, sem colocar em risco nossa saúde e integridade física, nos impele a encarar de peito aberto as batalhas que se apresentam. Gostei de ver, camarada!

 

O Parque Vicentina Aranha

 

Não teríamos muita companhia a mais. Quem chegou de uma só vez foi o trio elétrico Zebra, Natanael e Mayke. Esperamos até pouco depois das 19:30 a chegada dos demais convidados, mas tínhamos um bom pedaço de chão pela frente. Atravessamos a rua Prudente Meirelles de Moraes e disparamos os cronômetros. Viriam por aí muitas avenidas das regiões central e oeste da cidade, a começar pela São João.

 

O footpad parece que deu uma engasgada no começo e marcava 0,00 km/h de velocidade média, mas não dava pra pensar em correr muito na boa tendo como parceiros de treino aquela tropa de elite. Quando levou uns tapas e começou a funcionar (ele, o sensor, não eu!), o número que vi no relógio foi de 5:20 min/km. Bom ritmo. Meus treinos longos vinham sendo mais lentos, na casa de 6’ por 1 ou não muito menos. Tentar rodar em uma velocidade próxima à pretendida para a prova era o ideal para esse final de preparação. Seguíamos agora pela Avenida Anchieta, nosso tradicional “Pôr-do-Sol”. Bonito cenário, mesmo à noite.

 

O “Pôr-do-Sol”, Banhado visto da Av. Anchieta

 

O Mayke, veloz como é, não parecia muito confortável naquele ritmo e dava umas disparadas à frente, tendo que voltar de vez em quando porque não conhecia bem o caminho. Nas descidas, como a da própria Anchieta, tirávamos o atraso. Já o Natanael, ainda mais rápido, por sua vez ia na boa, como retaguarda. Tinha feito um longuinho de 13 km na segunda-feira e outro treino de ritmo de 7 km no mesmo dia. É 100 Juízo ou não é???

 

Boa parte dos participantes deste treino ainda não tinha sido apresentado à Via Oeste, trecho de alguns outros coletivos descritos aqui neste site. E eu fiz as honras da casa. Não iríamos muito adiante nela, só um bate-e-volta rápido seguindo o muro do Colinas. Fugíamos propositalmente das rampas acima, deixando-as apenas para o grand finale. Fazendo o grampo, pegamos a mesma pista de volta e, ao final dela, viraríamos à esquerda para seguirmos pela Avenida Lineu de Moura rumo ao bairro Urbanova.

 

A grande maioria dos treinos por ali, individuais ou em grupo, previa o contorno do bairro, geralmente entrando à direita na rotatória após a ponte sobre o Rio Paraíba, pegando a Avenida Possidônio José de Freitas. Desta vez, já que a distância era relativamente curta (pelo menos pra mim, vindo de duas temporadas de treinos para maratonas), fiz só um compacto com os melhores momentos. Previ entrarmos pela esquerda na chegada ao bairro e usarmos como rota a Avenida Shishima Hifumi. Seguíamos fazendo parciais de ritmo na casa dos 5’20’’, mas a grande diferença entre os corredores começava a aparecer. Quando eles aceleraram para perto dos 5’10’’, eu comecei a sentir um pouco e ficar para trás. Ganharia a companhia solidária do amigo Natanael. Ao chegarmos à entrada do bairro, me recuperei e alcancei novamente a turma, até porque era o que conhecia melhor o caminho e tinha que cumprir o papel de “guia”.

 

A Avenida Shishima Hifumi

 

A noite era até agradável, com temperatura amena na casa dos 22 graus. Mas todos parecíamos já apresentar alguns sinais de desgaste. Era importante fazer um pit stop para reabastecimento. Depois de irmos pela avenida até a rotatória da Univap (com mais uma subida forte propositalmente descartada), a contornamos e pegamos a pista contrária. Quinhentos metros adiante estava nosso tradicional ponto de apoio, a Adega Urbanova. Secamos duas garrafas de 1,5 litro (de água mineral, não de vinho). A sede era grande. O Paulo, que até então nunca havia corrido continuamente por mais de uma hora, estava preocupado com a demora para voltar a correr. Esfriar era travar tudo. Mas, apesar do bom papo do nosso fornecedor com o Cap. Zebra, não ficaríamos ali por muito tempo. Ainda tínhamos o caminho de volta para pegar. Não seria sinuoso como o de ida, mas também não era assim tão curtinho.

 

Pegamos o retão da Shishima Hifumi até a rotatória principal, atravessamos a ponte e pegamos a pista lateral à nova ciclovia da Lineu de Moura. Aí era molezinha: uma descida leve e contínua, até chegamos ao encontro das avenidas Dr. Eduardo Cury, Anchieta e Via Oeste. O ritmo tinha subido para a casa dos 5’30’’ e estava bem mais agradável para mim. Mas, pouco antes de chegarmos ao parque aquático, eu teria uma surpresa desagradável. Uma fisgadinha de leve no músculo posterior da coxa esquerda. Não pareceu coisa séria, mas eu não tive dúvida: parei.

 

A Avenida Lineu de Moura

 

Não sou de prejudicar treino e nem prova de ninguém e falei para o Natanael seguir em frente, acompanhando Zebra e Paulo lá na frente. Só o Mayke é que ficou, também sentindo um pouco a musculatura e, inteligentemente, se poupando para as próximas corridas. Andaríamos pouco mais de um quilômetro, colocando o papo em dia. Ele me disse que vai começar a treinar com o pessoal da FADENP e, com todo o potencial que já tem, certamente tem tudo para deslanchar ainda mais. Anotem o nome desse garoto, porque ainda vão ouvir falar muito dele. Aproveitem para pedir autógrafo agora, enquanto ainda está baratinho, hehehe...

 

Quando vimos, já estávamos no pé do morro, chegando ao começo da subida da Avenida São João. Era pra ser o clímax do treino, sacanagem subir andando... Meio irresponsável, mas sabendo que não estava contundido, apenas me preservando, chamei o Mayke para subirmos no trotinho. Deu pra ir na boa. Só uma paradinha na esquina com a Barão do Rio Branco para deixar um carro passar antes de atravessarmos (e pra eu ganhar um fôlego!) e seguimos pelo trecho final, de volta ao Vicentina.

 

A Avenida São João (só que no sentido inverso)

 

Chegando ao parque, já fechado (com o atraso para sairmos, a parada para a santa aguinha e a caminhada, já passava das nove da noite), fomos nos reunir com o resto da patota, que, sem a bússola Namiuti, tinha errado o caminho, mas chegado ao destino. Mais uma missão cumprida! Para quem vai participar dos 21 km em homenagem ao primeiro santo brasileiro, certamente um bom treino. Para os que ainda não vão, como o Paulo (se é que o Zebra não colocou a pulga atrás da orelha do cara) e o Mayke, um bom cursinho pré-vestibular (com exame imune a fraudes). Para todos, mais uma oportunidade de reunir os amigos, pena que poucos desta vez, e de fazer algo divertido. Aos que estiveram comigo em mais esse treino, o meu agradecimento. Em breve teremos outros. Apareçam!

 

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