7ª Corrida da Virada Joseense

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Geral: 423ª corrida 2017: 30ª corrida

Data: 31/12/2017 – 7h39min (domingo)

Local: Prefeitura Municipal - Avenida Senador Teotônio Vilela (Fundo do Vale) – São José dos Campos/SP

Distância: 15,18 km (23ª)

Tempo: 1:25:53 (líquido) e 1:26:03 (bruto)

Velocidade: 10,605 km/h (2,95 m/s) Ritmo: 5:39 (-2,84%)

Pontos (Tabela Húngara): 129

Temperatura: nublado com aberturas de sol, 23ºC

Valor da Inscrição: R$ 70 a R$ 80

Número de peito: 1732

Tênis: Asics Gel Equation 9 azul/amarelo (2)

 

Colocações:

Geral: 328º (de 565) 58,05%

Masculino: 288º (de 428) 67,29%

Categoria 45-49 anos: 40º (de 137) 65,75%

 

Resultados na Web:

http://www.cronoserv.com.br/resultado/1702153/15km-virada-joseense-2017/ (15 km)

http://www.cronoserv.com.br/resultado/1702151/5km-virada-joseense-2017/ (5 km)

 

Medalha:

 

Camisetas:

 

Foto:

Foto: Marlene Andrade, Facebook

 

Vídeo:

 

Relato:

Tradição vem do latim traditio, que significa entregar, passar adiante.

 

Tradição é a soma dos costumes, comportamentos, conhecimentos e doutrinas que se recebe — ou cria — e transmite, para que haja continuidade, que permaneça com o passar do tempo.

 

Mas tradição não é aquilo que (quase) todo mundo faz. Isso é outra coisa: mainstream.

 

Tradição pode ser também algo restrito a grupos menores. Pode ser sua, da sua família, dos seus amigos, da sua vizinhança, da sua cidade ou região.

 

E a nossa tradição de fim de ano, a dos corredores de São José dos Campos e do Vale do Paraíba, vem se consolidando cada vez mais. Não tem e certamente nunca terá o tamanho da outra, bem mais antiga e “popular” (apesar do custo abusivo). Mas é a nossa. Faço parte desde que ela nasceu, em 2011, ainda como homônima da famosa. E participei, com muita honra, de todas as edições já realizadas.

 

Corri todas!

 

Mas tradições não são dogmas. Estão vivas e, como tais, sujeitas a transformações. Podem mudar, evoluir, adequar-se ao contemporâneo ou às necessidades. Adaptarem-se para não deixarem, simplesmente, de existir.

 

Não sei ao certo se foi esse o motivo — na verdade, não houve uma justificativa oficial e pouco ou quase nada se falou sobre o assunto — mas acontece por aqui uma “caça às bruxas”. O crescimento, concomitante, do número de participantes nas corridas e dos veículos automotores em tráfego na cidade, vem acarretando conflitos entre as partes. Corredores e os eventos de que participam andam meio malvistos (e mal falados). E, cada vez mais, parecem tentar confiná-los aos mesmos lugares, onde supostamente causem menos transtornos viários.

 

Assim, neste ano, nossa corrida de encerramento de temporada perderia uma de suas características mais marcantes, presente desde a edição inaugural. Era a única do ano que acontecia lá, no Clube de Campo Luso Brasileiro. Tinha como percurso a Estrada da Vargem Grande, ligação da região norte com o município vizinho de Caçapava. E, apesar das dificuldades topográficas (cheia de pequenas, mas contínuas subidas e descidas), primava também pelas belezas naturais. Era bacana demais fechar o ano correndo naquele cenário tão verde e tão bonito.

 

Tão belo que era...

Foto: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

E o tal “novo” percurso escolhido nem era, afinal, tão novo assim...

 

Mas basicamente o mesmo utilizado pela Corrida do Aniversário de São José dos Campos no biênio 2015/2016. Centrado na sede da prefeitura municipal e usando como eixo a sua avenida, a que homenageia o finado senador alagoano (mas que todo mundo continua chamando de Fundo do Vale), com parte de seu prolongamento em direção à zona sul, o dito Anel Viário. Preservando a distância original de quinze quilômetros, mas também oferecendo aos que não a correm ainda, a opção menor dos cinco. Mais diversa e democrática.

 

Embora houvesse desagradado (um pouco) os mais fundamentalistas, a alteração também trazia algumas vantagens. Senão vejamos:

 

 Vinha também acompanhada de uma mudança no horário: largaríamos às 7h30 e não mais às oito da manhã

 

 Era em um local de mais fácil acesso a todos, com óbvia exceção dos moradores da zona norte

 

 Por ser mais (embora não totalmente) plana, deixava em tese menos árdua a missão de correr a considerável distância do trajeto maior

 

Não, definitivamente isso não é plano... Mas antes era menos ainda!

Foto: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

E se, algumas vezes, as queixas dos não-corredores nas redes sociais era de terem sido apanhados de surpresa com a realização da prova, dessa vez, não tiveram qualquer motivo para tanto. Vários dias antes, a sinalização já estava presente no local, sob a forma de faixas indicativas da interdição. Não poderiam alegar desconhecimento.

 

Se liga aí, chorão de Facebook...

 

A entrega dos kits pré-prova transcorreu com a tranquilidade costumeira, padrão dos anos anteriores e de outros eventos realizados pela mesma empresa, a HL Eventos Esportivos. Começou na véspera, na costumeira loja de material esportivo. E prosseguiu no próprio dia do evento, para moradores de outras cidades. Não houve mimos e muitos brindes de patrocinadores (apenas uma amostra de creme hidratante), mas foi condizente com o custo. Teve uma camiseta de boa qualidade, de cor amarela, a mesma da sacola de nylon. E uma segunda, branca, para os duzentos primeiros que contribuíssem com alimentos (leite longa vida ou café) para uma arrecadação beneficente. Vieram também botões para afixar o número de peito na camiseta, mas eu preferi usar os convencionais alfinetes, que levei de casa.

 

Sou sempre a favor

Foto: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

No domingo, acordei e saí de casa bem cedo, para não correr o risco de precisar parar o carro muito longe. Fui surpreendido pelos cones na entrada da Câmara Municipal, vizinha ao paço, impedindo o uso do seu amplo (e vazio) estacionamento. Mas ainda consegui chegar bem perto, na rua de cima, quase na entrada do expediente normal do prédio público. Evitei problemas.

 

Não pude colaborar dessa vez na montagem da tenda, também no sábado, mas a Equipe 100 Juízo estava presente com sua casa maior. Pena que não tão cheia como de costume. Sentiríamos muita falta dos que foram a SP correr e também daqueles que, pelos mais diversos motivos, não puderam estar conosco na última do ano. Que estejam nas próximas do próximo. Serão recebidos, como sempre foram, de braços abertos.

 

Malucation’s house meio ‘caidinha’, mas alegre como sempre

Foto: José Fábio Rodrigues, Facebook

 

O lugar não era o mesmo das outras vezes, a tenda da malucada do asfalto, meio vazia, não ajudava muito a entrar no clima festivo... Mas felizmente havia outras reminiscências daquilo que fazia da Corrida da Virada um evento especial, com tanto significado para mim. Entre elas, a presença do querido amigo e locutor oficial Maquininha. Cada vez mais requisitado, nacional e internacionalmente e fazendo por merecer o seu grande sucesso profissional. Mas sempre presente também nesse e em outros dos nossos eventos regionais. Fechar a prova (e o ano) sem os seus inconfundíveis bordões não seria a mesma coisa.

 

Receba os nossos paaaaaaaaaraaaaaaabéééééns!!!

Foto: Locutor Maquininha, Facebook

 

Como em todo final de ciclo, eu estava em um mix de sensações. Grato por estar mais uma vez ali, pelo sétimo ano consecutivo, com saúde e inteiro para praticar o meu esporte, embora nitidamente com desempenho em queda livre. Feliz por rever bons amigos e por todo o afeto que recebo neste meio da corrida de rua. Algo que conquistei ao longo dos muitos anos de esporte e que faço questão de seguir cultivando. Mas também um pouco melancólico. Sentindo falta daquele que foi, sem dúvidas, o meu maior companheiro de corridas. Que não costumava estar nesta em particular, época em que geralmente curtia as férias na praia com a esposa e familiares.

 

Se algumas pessoas já se esqueceram do Toninho Corredor, eu não... E, nesse último dia do ano em que ele nos deixou, as lembranças foram ainda mais vívidas e saudosas.

Que você siga sempre presente na lembrança e iluminando nossos passos, meu grande e eterno amigo

Foto: José Fábio Rodrigues, Facebook

 

Sem câmera na mão, com boné e uma certa preocupação na cabeça com o sol que resolvera surgir bem na hora de correr, desci para a avenida e fui alinhar. Temi ir parar lá no fundão e comprometer de vez qualquer tentativa de encontro do ritmo inicial — mas até que consegui me posicionar relativamente bem. O bom horário não foi rigorosamente cumprido: os PNEs sairiam às 7h34 e nós exatos cinco minutos depois, às 7h39. Nada que prejudicasse muito, porém. Oxalá ele seja mantido nos próximos anos. Aqui, felizmente, não é a TV que manda. Vale o bom senso.

 

A turma do ‘sangue no zóio

Foto: José Fábio Rodrigues, Facebook

 

Outra inegável regalia, por mais que venha se tornando repetitivo correr no mesmo local, é a largura da avenida. Mesmo com o aumento no número de participantes em relação às edições passadas, em nenhum momento se viu transtorno por acúmulo de gente nas pistas. Ainda eram bem menos que os dois mil e trezentos da prova do aniversário, quando também deu para achar rapidamente o espaço pessoal sob os pés no asfalto.

 

O sempre divertido ‘Tetris’ das corridas

Fotos: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

Fiquei em dúvida entre olhar ou não para o relógio a cada placa de quilômetro. Percebi, desde a primeira, a diferença entre elas e o soar do GPS e optei por controlar em tempo real meu ritmo. Comecei devagar, como era de se esperar, aliás. Mas, como não tinha maiores pretensões, não me importei muito com os 5’29’’ que vi.

 

Antes mesmo do km 1 já havia um posto de água, na verdade destinado à segunda volta, mas já em atividade desde a primeira. Seria o único que dispensaria. Em todos os outros, apanharia um copo e o dividiria entre beber e molhar a cabeça, ombros e costas. O sol logo se esconderia, mas manteria o mormaço e a sensação de abafamento o tempo todo. Nada de conforto para correr. Chuva, que adoro e cheguei a sonhar com, só (bem) mais tarde, depois da chegada.

 

Água de sobra, mas só nos postos

Foto: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

Como nas outras vezes ali, a divisão entre corredores das distâncias menor e maior aconteceria bem cedo, antes mesmo do km 2. Os primeiros já virariam à esquerda para pegar a pista oposta da avenida, enquanto nós iniciaríamos a subida do Anel Viário. A priori, conseguiria manter e até melhorar o pace, batendo nos 5’27’’. Mas o veria despencar logo em seguida para 5’49’’ no km 3. Ficaria claro, bem cedo, que não era dia para esperar boa performance.

 

A “ilusão” viria no trecho seguinte, em declive, com a melhor parcial da manhã: 5’07’’ no quarto quilômetro. Mas já fizera o mesmo abaixo dos cinco minutos em 2016, se me recordava bem. E fui aos poucos me conformando com a ideia de apenas não piorar a marca da própria prova, no percurso bem mais difícil da estrada rural.

 

Uma discreta, mas importante mudança, seria vista ali, no retorno do viaduto sobre a Av. Jorge Zarur, vulgo Vidoca. Em vez de atravessarmos o canteiro central para pegarmos a pista sentido centro, apenas mudaríamos de faixa, usando o contrafluxo da sentido bairro. Curiosamente, isso iria representar um acréscimo na distância total ao fim da prova, não uma redução, como cheguei a imaginar. Foi um “mal” necessário. Deixou o lado de lá aberto para o trânsito e, certamente, gerou menos reclamações de quem não tinha nada a ver com a nossa diversão.

 

Gente que vai, gente que vem

Foto: HL Eventos Esportivos, Facebook

 

Voltando à avenida, depois de ‘patinar’ feio na segunda e última rampa do caminho, ficando pela única vez no dia acima dos 6’, veria o terreno e o ritmo novamente estabilizarem. Conseguiria encaixar duas parciais na casa dos 5’20’’, nos km 6 e 7. E 5’30’’ cravados no km 8. Ainda havia uma remota esperança de buscar a boa marca de 1h21min do ano passado. Mas, a partir dali, no final da reta, só veria as coisas piorarem. Começando pelos 5’34’’ do km 9. E aindo além.

 

Novamente do lado onde começara, encontrei o amigo Narezzi, que não via havia bastante tempo. Voltando depois de algum tempo parado, ele sabiamente não iria completar os quinze quilômetros, encerrando sua participação nos dez. Mas correríamos juntos ao menos na reta até o pórtico.

 

Parceiro de bons e velhos tempos

Foto: Marlene Andrade, Facebook

 

O primeiro giro, maior, seria concluído em 55 minutos altos, já dando adeus a qualquer pretensão de recorde pessoal no trajeto. Para o segundo, com a metade da distância, o objetivo era simplesmente não parar, caminhar e estragar de vez as coisas. Ao menos isso eu conseguiria, apesar de flertar seguidamente, com parciais bem ruins de 5’55’’ a 5’57’’ nos km 11 e 12. Amenizadas mais tarde por outras na casa dos 5’40’’ até o final.

 

E assim completei minha trigésima e última prova de 2017: um ano com pouca coisa a ser comemorada no âmbito pessoal, no profissional e também no esportivo. Mas que consegui enfrentar — e sobreviver a ele, do jeito que me foi possível. Com um tempo alguns segundos pior que o do ano passado (ambos na casa de 1h25min), mas com ritmo médio ligeiramente melhor, graças aos quase duzentos metros de “bônus” na distância total, contra os cinquenta a menos de 2016. Não havia muito do que me orgulhar, como não houve em momento algum da atual temporada (não bati nenhuma marca, não fiz nenhuma prova ‘antológica’, quebrei na única maratona que tentei correr e concluí no ‘bico do corvo’; talvez apenas o fato de chegar oficialmente às quatrocentas corridas, ainda no primeiro semestre). Mas eu agradeci e celebrei interiormente mesmo assim.

 

De uma forma ou de outra, mais uma pra conta

Foto: José Fábio Rodrigues, Facebook

 

Com pouca gente, a nossa mesa esteve proporcionalmente menos farta. E não ficamos até quase meio-dia batendo papo, tomando umas cervejinhas (corredores também somos filhos de Deus, afinal!) e nos divertindo com as lembranças do ano que passou. Foi diferente, embora a prova em si tenha sido feita com competência de sobra e o costumeiro respeito ao corredor. Faltou o brinde. Faltaram mais abraços e sorrisos. A alegria esteve presente, mas foi um tanto contida. Que no fim do próximo ano, sejamos mais numerosos e tenhamos todos bem mais o que comemorar. E durante ele todo também.

 

Foi bonita. Mas que a festa seja muito, mas muito mais completa nos próximos anos

Fotos: José Fábio Rodrigues, Facebook

 

De minha parte, embora não tenha feito (nenh)uma boa corrida, termino o ano satisfeito. Começa uma nova temporada, começo uma nova planilha de treinos e, embora não tenha ainda uma prova-alvo para 2018, tenho muita esperança de colocar a casa em ordem, voltar a trabalhar e ter condições de sonhar. Inclusive com corridas inéditas, que incluam passeios com a família, novos lugares a conhecer e caminhos a descobrir. Uma das coisas de que mais gosto nessa vida.

 

É nela que eu vou registrar meus passos no ano novo. Adquira também a sua AQUI

 

A todos os amigos leitores, que acompanham os meus relatos de corridas, os meus mais sinceros votos de um FELIZ 2018, repleto de paz, saúde, prosperidade e realizações. Boas rodagens Brasil e mundo afora no ano que acaba de nascer.

 

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

 

Links sobre a prova:

http://www.meon.com.br/noticias/regiao/corrida-da-virada-joseense-reune-1-400-no-ultimo-dia-do-ano-em-s-jose

 

http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/link-vanguarda/videos/t/edicoes/v/ultima-corrida-de-rua-de-2017-movimenta-anel-viario-em-sao-jose/6391710/

 

Gostei:

do novo horário de largada, da arrecadação de alimentos e da segunda camiseta, da boa estrutura de hidratação

 

Não gostei:

de sair do Luso, de não poder usar o estacionamento da Câmara, da diferença nas placas de quilometragem

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: - (não precisei fazer)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (antecipada e tranquila, ou também no dia, pra quem vem de longe)
- Acesso: 4,5 (cheguei cedo e parei perto, o lugar é de mais fácil acesso, mas poderia estar aberto o estacionamento da Câmara)
- Largada: 4,75 (antecipada em relação aos outros anos, quase pontual e bastante tranquila)
- Hidratação: 5 (postos suficientes e bem distribuídos)
- Percurso: 5 (não é tão bonito quanto o outro, mas é mais fácil e rápido)
- Sinalização: 4,5 (placas visíveis, alguma diferença em relação ao GPS)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (soluções bem pensadas)
- Participação do público: 4,75 (concentrado na arena, com o incentivo a mais da passagem ao fim da primeira volta)
- Chegada/Dispersão: 5 (tranquila)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (funcionou bem)
- Qualidade do kit pós-prova: 4 (frutas e isotônico, já foi melhor)
- Camiseta: 5 (tecido de boa qualidade e a segunda, pra usar no réveillon)
- Medalha: 4,25 (menos bonita que a do ano anterior, com data no verso, sem identificação de distância)
- Divulgação dos resultados: 5 (no mesmo dia, com tempo líquido e bruto, classificação pelo líquido e formato lista)

Média: 4,8


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