51ª Corrida Sargento Gonzaguinha

http://sargentogonzaguinha.com.br

 

Geral: 421ª corrida 2017: 28ª corrida

Data: 10/12/2017 – 7h02min (domingo)

Local: Centro de Capacitação Profissional - Escola de Educação Física da Polícia Militar – Canindé – São Paulo/SP

Distância: 14,88 km (22ª)

Tempo: 1:31:46 (líquido) e 1:34:17 (bruto)

Velocidade: 9,729 km/h (2,70 m/s) Ritmo: 6:10 (20,27%)

Pontos (Tabela Húngara): 84

Temperatura: nublado/sol entre nuvens, 19ºC

Valor da Inscrição: R$ 85 a R$ 95

Número de peito: 1881

Tênis: Asics Gel Cumulus branco/azul (9)

 

Colocações:

Geral: 1997º (de 3004) 66,48%

Masculino: 1707º (de 2249) 75,9%

Categoria 45-49 anos: 290º (de 755) 78,2%

 

Resultado na Web:

http://sargentogonzaguinha.com.br/resultados

 

Medalha:

 

Camiseta:

 

Foto:

 

Relato:

Tenho, com muito orgulho, alguns nomes importantes do pedestrianismo brasileiro em meu modesto, mas extenso currículo.

 

Nestes doze anos e meio em que sou praticante da modalidade esportiva, já tive a felicidade de participar de inúmeras provas, algumas bastante tradicionais, com décadas, quase século, de história. Algo que começou muito antes de mim — e que vai perdurar, muito tempo depois que eu pendurar os tênis. Corredores passam. Corridas continuam.

 

São Silvestre e Volta da Penha (São Paulo), 9 de Julho (Guaratinguetá), Henock Reis Filho (Aparecida), Corrida de Aleluia (São Roque) e Corrida de São Sebastião (Bom Jesus dos Perdões) são apenas alguns exemplos de corridas com muitos e muitos anos de janela em que já estive, uma ou diversas vezes. Fazer parte disso, ser mais um entre tantos de seus participantes, é motivo de enorme alegria para mim.

 

Mas sempre há — e felizmente haverá — outras tantas em que ainda não tive a oportunidade de estar presente. Clássicos do esporte que não estão em minha coleção, mas que seguem sendo objetivos a serem alcançados e motivação para continuar, tanto tempo depois, mantendo o entusiasmo por ele. O inesgotável encanto da primeira vez.

 

Dentre as até então inéditas, uma se destacava e fazia pensar, a cada nova edição realizada: por que é que eu ainda não havia participado dela, afinal?

 

Com uma das minhas distâncias favoritas, os pouco usuais 15 km. Na capital paulista, mas no lugar de mais fácil acesso dela, pelo menos para nós, que vamos do Vale do Paraíba. Nesta época de final de ano, em que os objetivos da temporada, teoricamente, já foram (ou deveriam ter sido) alcançados.

 

Não, definitivamente não havia motivo plausível para eu nunca ter feito a Sargento Gonzaguinha, em seus mais de cinquenta anos de realização. E desse não passaria. A notícia de que essa edição ficaria a encargo da Avatar Marketing Esportivo, empresa responsável por alguns dos maiores e melhores eventos aqui de nossa região e, que vem aos poucos expandindo suas atividades também para outros centros, foi decisiva para a minha escolha — num fim de semana que tinha várias opções também.

 

Mas o sonho da participação andou ameaçado durante a semana que o antecedeu. Ela começou com uma gripe daquelas fortíssimas, que me derrubou, deixou fora de combate por pelo menos três dias. Quando enfim comecei a melhorar, lá pela quarta ou quinta-feira, o que veio no lugar foi um mau jeito (ou algo parecido) nas costas, que me deixou quase sem andar, que dirá correr. Longos sete dias totalmente parado, colocando em sério risco o meu já parco e precário condicionamento físico.

 

Não me exasperei, porém. Cuidei e recuperei-me bem, mesmo sofrendo por ficar sem correr durante a semana toda. Consegui, para a retirada antecipada dos kits, a ajuda do amigo Fortes — que tive o prazer de reencontrar nessa manhã de domingo, parabenizá-lo pessoalmente pelo Caminho da Fé que ele brilhantemente percorreu no mês passado e receber dele, como recordação, uma camiseta alusiva à conquista. Muito obrigado!

 

Grande Fortes!

 

Como companhia de viagem, teria um novo amigo. O Wellington seria outro representante joseense na prova e combinaríamos de irmos juntos (muito agradecido pelo carreto também!). Saímos daqui bem cedo, antes das cinco da manhã, já que a largada seria num horário bem adiantado para os nossos costumes locais, o das sete. Ainda assim, foi meio corrido, mas acabamos conseguindo parar até mais próximo da arena do que estávamos imaginando... Às vezes o errado dá mais certo que o certo.

 

E grande Wellington também!

 

Chamou bastante a atenção o local da arena. A Escola de Educação Física da Polícia Militar, que eu conhecia apenas de passagem, do lado de fora, ocupa uma enorme área na Avenida Cruzeiro do Sul, próxima à Marginal do Rio Tietê, o Terminal Rodoviário e o estádio do Canindé, entre outros pontos famosos. Por dentro, uma grandiosa estrutura, com ginásio coberto, onde estavam o guarda-volumes, os vestiários e estandes de vendas de produtos; pista de atletismo, recebendo o pórtico de chegada e as tendas das equipes e assessorias, além de piscinas e quadras poliesportivas diversas. Um belíssimo lugar para sediar um evento de corrida, enfim.

 

Indoor ou outdoor, uma estrutura de primeira

 

Resolvidas as questões burocráticas, fomos, eu e Wellington, para o lado externo, na avenida, onde estava montado o pórtico de largada. Cumprimentei rapidamente alguns dos amigos que encontrei, como o amigo Mauricio e sua turma dos Runners de Osasco. Esperava ter mais tempo para as fotos, mas ficou para uma outra oportunidade. Já estava quase na hora de correr. O início seria quase impecavelmente pontual.

 

Mauricio e sua turma

Foto: Maria Ines Ishikawa, Facebook

 

Correr em São Paulo não é propriamente uma novidade para mim. Em todas as temporadas de provas, desde minha primeira, no já longínquo 2005, venho participando de pelo menos uma por ano. Em algumas, chegando quase às dez (!) corridas na megalópole. Mas sua grandeza, sua imponência, seus superlativos, seguem sempre encantando esse eterno menino de interior, de pé descalço e sotaque caipira. Passar a pé por aquelas vias expressas, poder apreciar com calma, sem pressa, cenários que só costumamos avistar da janela do carro, ouvindo buzina de motoboy, é um prazer diferente, sempre bom de sentir.

 

A primeira placa de quilometragem seria vista na saída da ponte homônima à avenida da largada, pouco depois do relógio apitar acusando o trecho concluído. Curado da gripe, mas ainda com algumas sequelas dela, como tosse e rouquidão, tive bastante receio de começar forte e não chegar com fôlego sequer ali. Não à toa, a parcial seria bastante alta, com 5’40’’.

 

Ângulos inusitados

Foto: Sydneia Augusto, Facebook

 

Já na marginal, com as faixas da direita interditadas para nosso uso (e vêm querer me dizer que em São José dos Campos não se pode correr em certos lugares!), devidamente aquecido e começando a me livrar da grande concentração inicial, conseguiria achar um ritmo bem mais animador. Era de meu conhecimento que o percurso era praticamente todo plano e a temperatura, já em pleno dezembro, era bastante agradável. Por que não tentar buscar um resultado legal nessas boas condições?

 

Na Marginal

Foto: Esportividade, Facebook

 

A saga continuou na mesma movimentadíssima avenida, passando agora defronte ao Parque Anhembi, seu célebre centro de convenções e o sambódromo, palco de uma das minhas primeiras corridas paulistanas, mais de uma década atrás. Boas lembranças à parte, o desempenho caiu um pouco, indo para a casa dos 5’30’’, mas ainda dentro do esperado. Conseguiria manter essa toada pelos dois quilômetros seguintes, no lado oposto, pela pista de cá da Av. Olavo Fontoura, até pouco antes de chegar à redondinha Praça Campo de Bagatelle, onde seria feito o retorno.

 

Do lado de lá, o do aeroporto do Campo de Marte, entretanto, a falta de treinos recentes começou a cobrar a conta. Sexto e sétimo quilômetros bem piores que os anteriores, batendo nos 5’40’’ e, pior, até nos 5’50’’, dando mostras de que não seria nada fácil concluir aquela prova, mesmo com topografia e clima ajudando. E, antes mesmo da metade para ter aquela tradicional projeção de tempo final, já havia apelado para a primeira subida à calçada para caminhar.

 

Aceitei o fato de que não estava em boas condições e mudei para o plano B, que era o de simplesmente terminar a prova, independente de qualquer perspectiva de resultado. Faria uma segunda parte bem mais conservadora, dosando o ritmo, mantendo-o na casa dos seis minutos por quilômetro e fazendo pequenas pausas nos postos de hidratação. Como de costume nas provas da mesma empresa organizadora, sempre bem abastecidos e posicionados nos lugares adequados durante o trajeto.

 

Voltamos para o lado original do rio pela ponte da Casa Verde e o flashback passou a ser das minhas participações na mais antiga e tradicional corrida do país, quando seu percurso de também 15 km ainda passava pela Avenida Rudge e a Rua Norma P. Gianotti, entre a Barra Funda e o Bom Retiro. Só não atravessei o Viaduto Orlando Murgel para pegar a Rio Branco sentido centro — continuei ali mesmo na zona norte, seguindo a Castelo Branco e passando por sob a Ponte Estaiada Orestes Quércia para pegar a pista oposta da Marginal Tietê.

 

Dez quilômetros ou um pouco mais já haviam ido, faltava só o último terço. O estrago já tinha sido feito, batendo quase em uma hora de prova. Mas eu já não tinha mais qualquer preocupação com o relógio — chegar já me bastaria. Aproveitei para curtir o caminho. Não é todo dia que se pode correr debaixo da Ponte das Bandeiras. Na Cruzeiro do Sul, passamos agora por baixo, sem retornarmos diretamente à avenida. Em vez disso, seguimos adiante até o campo da Portuguesa de Desportos, virando à direita na rua imediatamente após.

 

O regresso seria então pelo lado de trás do complexo esportivo, contornando-o quase todo, até entrarmos para um trecho final intramuros com aproximadamente trezentos metros, os últimos deles, no chão de terra batida da pista de atletismo. Algo que eu já ouvira falar de companheiros que já haviam feito a prova, mas que tive o gosto de experimentar pessoalmente. Meu tempo seria ruim, alto até mesmo para os meus padrões nada exigentes. Mas ainda assim terminei bastante satisfeito, feliz pela honra de enfim disputar uma corrida tão tradicional e com tanta história.

 

Chegada em grande estilo

Foto: Esportividade, Facebook

 

A medalha recebida, belíssima, fez jus ao nome da prova e ganha destaque no meu acervo. Como já havia sido também a camiseta, bonita, de boa qualidade e com duas opções de cores. O lanche veio bem caprichado, com mais água, frutas, isotônico, barrinha de cereal e torrone. Não esperava nada diferente de uma organização que conheço bem pelo padrão de excelência em seus eventos. Foi muito bom ter podido estar presente, participar da prova e desfrutar dessa fantástica experiência.

 

Parto agora para o sprint final da temporada 2017, com somente mais duas corridas previstas até o fim do ano. Domingo que vem em Aparecida, com minha décima segunda (!) participação na prova comemorativa ao aniversário da terra da padroeira do Brasil, em dia da semana, horário e distância totalmente diferentes do habitual. E o costumeiro encerramento com a Corrida da Virada Joseense. Espero que sem novos sustos com a saúde e em melhores condições para correr o (pouco) que sei.

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei:

de colocar mais um nome importante no currículo de provas, do horário de largada, do percurso plano, rápido e corajoso, da estrutura do evento como um todo

 

Não gostei:

do meu desempenho pífio, da pequena diferença nas placas de quilometragem e na distância total da prova

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (site próprio, com link para outro bastante conhecido e com opções variadas de pagamento)
- Retirada do kit pré-prova: 4,5 (somente antecipada, mas permitindo e facilitando a entrega a terceiros)
- Acesso: 4,5 (seria mais complicado se tivéssemos seguido as recomendações, acabamos parando na boca da caçapa)
- Largada: 5 (pontual e relativamente tranquila)
- Hidratação: 5 (postos suficientes e bem distribuídos, água em temperatura adequada)
- Percurso: 5 (a grande atração da coisa)
- Sinalização: 4,5 (placas bem visíveis, alguma diferença em relação ao GPS)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (mesmo em um percurso complicado, funcionou perfeitamente)
- Participação do público: 4 (concentrado na arena, até pelas características do percurso)
- Chegada/Dispersão: 5 (muito interessante chegar na pista)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (tranquila)
- Qualidade do kit pós-prova: 5 (no capricho)
- Camiseta: 5 (bonita, tecido bom, duas opções de cores)
- Medalha: 4,75 (muito bonita e original, faltou a data no verso)
- Divulgação dos resultados: 5 (SMS e lista poucas horas depois, com tempo bruto e classificação pelo líquido)

Média: 4,82

Viagem:
87 km, 3 pedágios (Jacareí, Parateí, Arujá)
BR-116 (Dutra)


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