13ª Meia Maratona de São Paulo

http://www.yescom.com.br

 

Geral: 438ª corrida 2019: 2ª corrida

Data: 17/02/2019 – 7h01min (domingo)

Local: Praça Charles Miller - Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu – São Paulo/SP

Distância: 21,36 km (33ª)

Tempo: 2:12:08 (líquido) e 2:13:03 (bruto)

Velocidade: 9,699 km/h (2,69 m/s) Ritmo: 6:11

Pontos (Tabela Húngara):

Temperatura: sol entre nuvens/nublado, 20ºC  

Valor da Inscrição: R$ 70,00 (promocional sem camiseta, primeiro lote, depois R$ 90 e R$ 100 nos demais lotes) e R$ 90 (básica, primeiro lote, depois R$ 110 e R$ 130 nos demais lotes)

Número de peito: 316

Tênis: Fila KT1 azul/vermelho

 

Colocações:

Masculino: 3073º (de) %

Categoria 45-49 anos: 402º (de ) %

 

Resultados na Web:

http://www.yescom.com.br/2019/meiamaratonadesaopaulo/resultados/edicao-2019

 

Medalha:

 

Camiseta:

 

Foto:

Foto: Tião Moreira, Facebook

 

Álbum de Fotos (Facebook)

 

Relato:

São várias as corridas que figuram em destaque em meu portfólio pessoal. Das quais participei um bom número de vezes, nesta quase década e meia de história esportiva. Nas quais estive presente desde a edição inaugural, ou quase isso. Mas que registram, da mesma forma, uma interrupção brusca em nosso “relacionamento”.

 

Porque são muitas também as corridas que nasceram — ou estiveram durante algum tempo dentro do meu modesto orçamento. Só que, por um motivo ou outro, simplesmente deixaram de estar.

 

E esta meia maratona, em que estive desde aquela primeira vez, no já distante ano de 2007, certamente é uma dessas. Seriam outras quatro participações consecutivas, entre 2009 e 2012. Por cinco vezes larguei da praça defronte ao mais paulistano dos estádios futebolísticos em direção à avenida homônima, sem contar outras corridas menores, como os circuitos das Estações e da Caixa, também ali.

 

Não sei se enjoei do caminho, se a prova ficou cara, se fui eu é que fiquei pobre... Ou se um pouco de cada coisa!

 

Só sei que já eram sete os anos dela distante, e tudo indicava que não seria diferente nesta temporada de 2019. Em que até pretendo fazer mais corridas que na anterior, mas bem longe daquela sanha que chegou a me caracterizar tempos atrás.

 

Só que, felizmente, mesmo que mais raros, ainda existem os concursos, sorteios e promoções nas redes sociais. Se não se veem mais tantos no Twitter e Facebook, ao menos encontramos alguns no Instagram. Por acaso, sem botar muita fé (já que nunca ganhara nada por lá), participei de um promovido pelo Portal Sempre Correndo (@portal_semprecorrendo), do meu amigo de longa data Antonio Colucci (@colucci_antoniocolucci).

 

E não é que deu certo?

 

Fui um dos felizes contemplados com uma inscrição na faixa para correr os 21 km. Regresso inesperado, mas vindo em muito boa hora. Não tinha outra prova prevista, não só no fim de semana, como em todo o mês de fevereiro. Mesmo sem muito tempo para treinar e me preparar para a distância considerável, não tive qualquer dúvida em topar o desafio.

 

 

Deixemos bem claro, porém: não era nenhuma irresponsabilidade de minha parte. Se não estou (há muito tempo) no auge da forma física, venho sim fazendo rodagens de dimensões similares aos domingos, na companhia dos companheiros de Equipe 100 Juízo e outros amigos corredores. A prova do aniversário de Paraisópolis e pelo menos quatro “longuinhos” desde o início do ano. Alguns, inclusive, com grau de dificuldade bem superior ao da própria corrida.

 

 

Facilitou, e muito, a ajuda do próprio promotor do concurso para a retirada do meu kit. Estou, para quem ainda não sabe, desde o início do mês em um novo emprego, que me ocupa em período integral. Não sou mais aquele cara com horário de trabalho flexível de antes. Não fosse a força do Colucci, ter de ir a Sampa pegar a sacola recheada de brindes e quitutes, junto do numeral de peito com chip embutido e a camiseta regata, seria um perrengão daqueles. Valeu!

 

 

Aí, bastou madrugar (acordei às 4h, ainda bem que na “desvirada” do horário de verão). E a companhia de viagem seria a mesma de quando éramos os pais de um menininho de pouco mais de dois anos... Hoje um galalau de quatorze, com o pé maior do que o meu. Que bom estar de volta. Que bom seguir correndo, mesmo depois de tanto tempo.

 

 

Encontramos o Colucci na tenda de uma das assessorias presentes, além de outros bons amigos, uns mais recentes, outros de muito tempo atrás. Sigo dizendo e repetindo sempre: as amizades são o melhor dos “efeitos colaterais” da corrida. Sou muito grato pelo carinho e deferência com que sou tratado, onde quer que eu vá correr.

 

 

Com o kit na mão, e tendo chegado relativamente cedo, depois de estacionar mais ou menos próximo e fugindo do achaque dos “sanguinários” flanelinhas dos arredores, ainda sobrou um tempinho para colocar o papo em dia com o experiente amigo corredor Durval e registrar algumas imagens antes da largada. Não sei exatamente que critério foi utilizado, mas me posicionaram no setor azul, o primeiro a passar pelo pórtico. Meus tempos líquido e bruto teriam apenas alguns segundos de diferença. Muita gente me ultrapassou feito um foguete, mas nada disso me desmotivaria.

 

 

Tudo começou (quase) igual às minhas outras participações. Um giro rápido pela praça antes de ganhar o longo retão da Avenida Pacaembu. Mas, antes disso, já teve um pequeno apêndice do lado esquerdo de quem sai, pela tortuosa Rua Heitor de Moraes. As pequenas mudanças dariam um charme a mais no percurso. Só de relembrar que, na primeira edição, eram duas voltas idênticas, já dava calafrios na espinha.

 

Já tendo mais de trinta meias maratonas no currículo, mas sem fazer uma há mais de um ano, não sabia muito bem que ritmo inicial imprimir. Gostei, contudo, da minha primeira parcial, anunciada pelo relógio com GPS e recursos sonoros, o Garmin vivoactive 3 Music, que estou testando em parceria com a GS.Shop e cujo review pretendo divulgar, aqui mesmo no site, muito em breve.

 

 

Os 5’48’’ mostrados na telinha ao final do primeiro quilômetro, se replicados nos subsequentes e transformados em pace médio, certamente me trariam um tempo final digno de nota, ao menos nas circunstâncias momentâneas. Algo em torno de duas horas e dois minutos.

 

Mas o que eu veria no trecho seguinte seriam ritmos parciais bem mais alvissareiros. Consequência talvez das agradáveis condições climáticas daquela manhã, quase uma dádiva celestial, depois de tantas semanas com calor de torrar os miolos. E também de uma recente e benfazeja perda de peso — alguns quilinhos de que andei me desfazendo, na correria do “trampo” novo.

 

Marquei 5’23’’ no km 2 e até me assustei com isso. Não ando correndo para tanto nem em prova de cinco. Era bom segurar a onda.

 

Oscilei entre os 5’38’’ e os 5’27’’ nos dois seguintes. Qualquer um deles seria um ótimo ritmo médio final para o dia.

 

E não foi só meu desempenho o que apreciei nesse princípio de prova. Ver também que a subida da Rua Margarida, tão recorrente noutros percursos pregressos, havia sido retirada desse, deixou-me em estado de graça. Que passeio gostoso, esse pelas ruas da Barra Funda, com feitio de São Silvestre d’antanho.

 

Estava na cara, contudo, de que não seria possível manter essa “levada louca” muito adiante. Assim que o viés de baixa deu lugar ao de alta, com as primeiras rampinhas acima do trajeto, eu já deixei a toada cair para perto dos seis minutos por quilômetro. De que me aproximaria nas passagens pelas placas cinco, seis e sete. O fato é que um terço de prova já havia ido, em quarenta minutos e alguns segundos. Conseguiria eu fechar nas duas horas cravadas ou até um pouco menos? Cheguei a sonhar com isso.

 

 

À essa altura, o cenário era bastante conhecido, de tantas e tantas corridas. O elevado mudou de nome oficial (e talvez até mude de novo, com o país sob novas tendências), mas continua sendo o velho Minhocão de sempre, com suas discretas, mas perceptíveis variações altimétricas. Com a feiura de sua arquitetura amenizada pelos painéis e até jardins suspensos nas laterais dos prédios. E milhares de corredores batendo seus tênis no asfalto de forma simultânea, produzindo aquele inconfundível e compassado som.

 

 

Até o décimo quilômetro, alcançado ainda nos domínios do monstrengo de concreto, eu consegui manter toadas oscilantes, mas abaixo dos seis por um. A primeira acima viria na saída da via elevada, onde a Consolação encontra a Ipiranga, pleno centrão de Sampa. O motivo? Aquela chata necessidade de amarrar um cadarço solto. Pura perda de tempo, mas nada além. Seguia firme e forte.

 

Na metade do caminho, a projeção ainda era aquela do começo. As 2h02min seriam um resultado para botar um sorriso no rosto, e pareciam plausíveis até então. O sol ameaçara aparecer, mas ficara só nisso. A temperatura permanecia baixa, bem agradável. Tudo melhor do que a encomenda.

 

Aquele tour pela Praça da República, o Largo do Arouche e outros logradouros conhecidos (ou nem tanto) da zona central foi divertido. Os transeuntes e as criaturas da noite pareciam se divertir com a presença dos corredores, e vice-versa. A interação entre as partes, tão distintas, era inusitada, mas aparentemente amistosa.

 

Depois daquela pausa forçada, eu até esbocei uma reação no km 12, com bons àquela altura 5’38’’. E até o décimo quinto, na Duque de Caxias, perto da famosa estátua do próprio a cavalo, eu ainda fui relativamente bem. As placas de quilometragem já davam mais de trezentos metros de distância em relação à minha marcação, o que indicava um percurso ligeiramente acima da medida.

 

 

Mas nem toda a boa estrutura de hidratação, com postos mais que suficientes e, em sua maioria, distribuindo água geladinha, foram o bastante para que eu conseguisse manter a passada além dessa marca. Não é desculpa esfarrapada e nem haveria necessidade de fazê-lo, ainda mais em uma prova que primou pela fartura. Mas talvez um postinho de isotônico naquele trecho me desse uma força para não deixar a peteca cair e a corrida virar caminhada. O de torrone, de que aliás gosto demais, não o substituiu a contento.

 

Do km 16 em diante, mesmo sem nenhum grau de dificuldade fora do normal e esperado, meu desempenho caiu vertiginosamente. Apelei para aquelas “andadinhas” estratégicas, buscando retomar o fôlego e a energia quase no fim. As parciais passaram de seis e meio e, pior, dos sete e chegaram até aos oito minutos por quilômetro. A meta das duas horas baixas não tinha mais qualquer chance de ser alcançada.

 

 

Mas já de volta à Avenida Pacaembu, avistei de passagem o bom e velho amigo Aldo, companheiro de muitas corridas e relatos neste Arquivo desde o começo da década. Foi o incentivo de que eu precisava para não mais caminhar dali até o final, “salvando” meu fim de prova e não deixando o resultado se transformar em uma catástrofe total.

 

Ele, que chegara meio em cima da hora, tinha seis ou sete minutos a menos no tempo líquido, mas também vinha em uma toada mais lenta do que a habitual. Aproveitamos os dois últimos quilômetros para colocarmos o papo em dia. Foi uma satisfação correr uma vez mais ao lado do nobilíssimo colega das pistas.

 

 

Cruzar o pórtico acima das duas horas e doze minutos, mais de dez além do que cheguei a projetar, não foi propriamente o sonho de consumo para meu retorno às meias maratonas, distância que já chamei um dia de predileta. Hoje, talvez seja mais apropriado dizer que todas elas são as minhas favoritas. Dos dois aos quarenta e dois.

 

Mas não houve qualquer lapso de tristeza. Longe disso. Botar aquela medalha no peito, minha trigésima terceira dos vinte e um quilômetros, tinha um significado mais do que especial. Continuar sendo capaz de correr tal distância, com saúde e alegria, tantos anos depois de iniciada a minha trajetória no esporte, sem qualquer clichê, é o que realmente importa.

 

 

O lanche ao final não seria tão generoso quando o conteúdo da sacola do kit pré, mas o iogurte, juntamente com as frutas e a água, deram conta da reposição alimentar e hídrica. Mais uma vez decepcionou um pouco a falta do isotônico, mas fazer o quê? Quem sabe o esmalte da cor dourado da verdade também reponha os sais minerais e eletrólitos perdidos na transpiração...

 

Valeu. O tempo não foi bom e não sei quando terei outra chance de melhorá-lo, quiçá tornar a ser um sub-2h na meia. Mas espero seguir fazendo uma nova temporada com bons desafios para enfrentar e vencer. Isso é o que me move, desde o tempo das “corridas a lenha”.

 

Depois da prova, ainda sobrou um tempinho para um breve passeio pelo centro, com passagens pelo Theatro Municipal e o Shopping Light e uma visita ao afilhado André. Sempre bacana estar em Sampa, conjugando esporte e diversão. Que possamos repetir a dose outras vezes durante o ano.

 

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei:

de um dos kits mais generosos que já recebi em uma prova nacional, das mudanças no percurso, do horário de largada

 

Não gostei:

da falta do isotônico

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: - (não precisei fazer)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (só antecipada, mas o Colucci quebrou o meu galho)
- Acesso: 5 (chegamos cedo e paramos relativamente perto)
- Largada: 5 (pontual e sem tumulto)
- Hidratação: 4,5 (em termos de água, perfeita; faltou o isotônico)
- Percurso: 5 (as mudanças ao longo do tempo foram muito benéficas, nada de duas voltas e nem trecho muito longo no Elevado)
- Sinalização: 4,5 (a maioria das placas bem visível, mas com diferença progressiva em relação ao GPS)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (sem problemas)
- Participação do público: 4,5 (concentrado na largada/chegada, com algumas "participações especiais no percurso")
- Chegada/Dispersão: 5 (tranquila)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (sem problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 4,5 (não teve a fartura do kit pré, mas atendeu às necessidades)
- Camiseta: 4,5 (preferia uma que não fosse regata, mas vai servir para ir à academia)
- Medalha: 4,5 (bonita, embora tenham provas bem mais simples que dão melhores; faltou a data)
- Divulgação dos resultados: 4 (vi no dia seguinte, no formato apenas de consulta)

Média: 4,71

Viagem:
95 km, 4 pedágios (Jacareí, Parateí)
BR-116 (Dutra)
São José dos Campos/SP Pacaembu


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