10ª Corrida de Aniversário de Paraisópolis/MG

http://www.portaldascorridas.com.br

 

Geral: 437ª corrida 2019: 1ª corrida

Data: 20/01/2019 – 8h08min (domingo)

Local: Praça Coronel José Vieira – Paraisópolis/MG

Distância: 14,21 km (26ª)

Tempo: 1:29:10 (minha cronometragem líquida, 1:29:12 na oficial bruta)

Velocidade: 9,562 km/h (2,66 m/s) Ritmo: 6:16

Pontos (Tabela Húngara): 77

Temperatura: sol entre nuvens/nublado, 27,4ºC  

Valor da Inscrição: R$ 44,90

Número de peito: 316

Tênis: Fila KT1 azul/vermelho

 

Colocações:

Geral: 154º (de 190) 81,05%

Masculino: 131º (de 146) 89,73%

Categoria 45-49 anos: 23º (de 23) 100%

 

Resultados na Web:

http://www.portaldascorridas.com.br/site/resultados2.jsf

 

Medalha:

 

Camiseta:

 

Foto:

Foto: Pierry Azevedo, Acorpa, Facebook

 

Álbum de Fotos (Facebook)

Vídeo:

 

Relato:

Voltei!

 

Não às corridas, das quais até andei meio ausente no conturbado ano que passou (foram apenas treze!), mas jamais me afastei totalmente.

 

Regresso, na verdade, a este velho compêndio pessoal, que deixei de lado por um bom tempo. A séria contusão, que me deixou fora de combate e das provas durante quase todo o primeiro semestre, sem dúvida, foi o estopim. Mas não a causa única.

 

Talvez eu estivesse meio desmotivado, sem muita vontade de contar minhas histórias. Achando-as muito parecidas umas às outras.

 

Talvez a triste perda de dois grandes companheiros de esporte e, coincidentemente, também leitores fiéis dos relatos que eu costumava escrever, tenha também pesado bastante. Toninho e Giba fazem, definitivamente, muita falta.

 

Esses deixaram saudades

 

Talvez eu precisasse de um tempo de reflexão e para me dedicar mais a outras atividades — entre elas, o estudo, que me levaria a alcançar uma conquista importante na vida pessoal e profissional. Uma nova fase que está por iniciar.

 

Não sei bem o motivo, ou os. Sei apenas que tive de esperar.

 

Mas sei também que o gosto pela escrita sempre esteve aqui, comigo. E que o prazer em praticá-la em conjunto com o de correr haveria de voltar um dia.

 

Acho que esse dia chegou.

 

Recomeço exatamente um ano depois de meu último texto, que tratava da edição anterior da mesma prova. De dez possíveis, nada menos que minha oitava participação. Abrir a temporada já encarando as “encardidas” ladeiras do sul mineiro é uma das nossas mais fortes tradições.

 

Aí tem história

 

E era muito bom saber que ela manteria o que de melhor possui. Sua data estratégica, não concorrendo com outras opções de provas aqui por perto. Seu percurso, com o grau de dificuldade considerável dos quatorze quilômetros em terreno rústico, mas também com o alternativo, com apenas cinco, indicado para os que preferem distâncias menores e mais "suaves".

 

Mas, sobretudo, seu custo x benefício. Em tempos de corridas cada vez mais caras (e não necessariamente melhores), correr para celebrar o aniversário de Paraisópolis continua sendo uma opção bastante acessível. Mais ainda pelo nosso bom relacionamento com os organizadores, que dá a oportunidade de termos descontos para a inscrição para integrantes da equipe da qual fazemos parte.

 

O ginásio de esportes, que nos oferecia uma boa estrutura coberta para a retirada dos kits, não vem sendo mais utilizado nos últimos anos. Mas não haveria qualquer problema na substituição pela da praça, que dá mais opções de estacionamento no entorno, inclusive. Banheiros, havia os da escola, logo em frente.

 

A camiseta alusiva à prova, com tecido de boa qualidade, embora aparentemente um pouco mais grosso que o de costume, viria com cor e estampa fazendo referência à associação de corredores responsável pela realização do evento desde sua criação. Não sou “acorpiano”, mas tenho orgulho de carregar o nome da entidade nas vestes que guardo como lembrança de minhas participações anteriores.

 

Teria a sempre agradável companhia de Janete, minha esposa, que nem toda vez tem disposição para acordar tão cedo (quatro da madruga!) num domingo de descanso, mas me acompanha há quase quatorze anos e em muitas das minhas mais de quatrocentas provas oficiais. E seríamos mais dois entre vários malucos do asfalto presentes. A Equipe 100 Juízo faz questão de prestigiar esse e outros bons eventos esportivos realizados por nossos amigos.

 

Vai um cafezinho aí?

 

Crazy people in MG

 

Não havia, até devido ao número relativamente pequeno de participantes, necessidade de alinhar com antecedência. E eu fiquei aguardando as instruções para me posicionar no grid. Aconteceria um atraso de oito minutos, não muito recomendável para a época do ano e seu clima típico. Mas que não iria trazer grande prejuízo. Demos uma sorte danada de pegarmos uma manhã parcialmente nublada, até com alguma chuva na viagem de ida, em meio a tantos seguidos tórridos dias de verão.

 

A praça é nossa

 

Bora correr?

 

O trecho inicial, como de hábito, foi bem tranquilo. Aqueles dois primeiros quilômetros, tirando o chão irregular de paralelepípedos, são uma molezinha só — praticamente o tempo todo em declive. Só quando chega a dispersão, com a turma dos cinco quilômetros dobrando à direita e voltando, enquanto nós, dos quatorze, pegamos a estrada para os lados de Conceição dos Ouros, é que a coisa vira de gente grande.

 

Cuidado pra não pisar em falso

 

Começa até fácil...

Foto: José Fábio Rodrigues - Facebook

 

A passagem pela rodovia estadual, com acompanhamento da Polícia Militar, é breve, dura pouco menos de um quilômetro. Logo deixamos o asfalto e fazemos contato direto com o solo mineiro. Metade do trajeto é por estrada de terra.

 

Mezzo poeira, mezzo lama

 

Até a primeira passagem pelo Rio Sapucaí-Mirim, cruzando-o pela velha ponte metálica da imagem principal que ilustra este relato, eu vinha fazendo uma corrida solitária, com parciais variáveis um pouco acima dos 5’30’’/km. Sentia um pouco, além da falta de ritmo, também leves dores na lombar, mas que não chegavam a afetar meu desempenho. Tentava incentivar pelo caminho os primeiros corredores prematuramente transformados em caminhantes. E acho que até conseguia.

 

Vê se corre, corredor...

 

A partir dali, ou um pouco adiante, na primeira vez em que eu mesmo precisaria apelar para uma “andadinha”, curiosamente em descida, terreno íngreme e meio escorregadio, ganharia a companhia do Zé Luiz. Amigo corredor de longa data, pai do também excelente atleta Gustavo. A satisfação de revê-lo em atividade, depois da cirurgia de joelho que o deixou afastado por bastante tempo das corridas, era grande.

 

Esse é o cara

 

No sétimo quilômetro, com a primeira subida digna de nota do caminho, o pace sempre passa dos seis minutos por quilômetro. O único problema é que dessa vez passou demais. Quarenta e quatro segundos, para ser mais específico. Ficou bem claro que a performance do dia não passaria nem perto das melhores.

 

Mas o jeito era seguir adiante — dignamente, na medida do possível. No oitavo e nono quilômetros, ainda em terra, e no décimo, já de volta ao asfalto, continuei (bem) lento, mas um pouquinho menos. Não precisei caminhar de novo, se isso serve de consolo. Já bastaria para não me aproximar perigosamente também da pior marca de todos os tempos, aquela de 2015, em que corri com a panturrilha toda zoada e cheguei quase junto com a ambulância.

 

Aproveitando para colocar o papo em dia com o Zé, e em comprovar na prática o quanto ele é querido pelos concidadãos locais (impressionante o número de pessoas que o saudaram!), continuei pelo caminho. Na mitológica pirambeira do bairro Goiabal, com quase um quilômetro de extensão e um ângulo proibitivo para quem não curte muito rampas, feito eu, ele disparou à frente. Assim como a corredora de montanha Renata Belzunces, que nos fez companhia por um pedaço. Na descida, porém, eu tornaria a emparelhar com ele. Só não corri pra menos de cinco minutos morro abaixo, como cheguei a fazer outras vezes. Não era o caso para o dia. Ou para a atual fase.

 

O regresso ao trecho urbano é cruel. Os últimos dois quilômetros são em subida praticamente constante. Depois da rateada na grande ladeira, contudo, eu não mais daria esse mole. Iria devagar, mas correndo o tempo todo, até o final. Com direito à “escolta” do amigo Marlon, youtuber do canal Bravos Corredores nos últimos metros.

 

Bravo, Bravos!

Foto: Marlene Andrade, Facebook

 

Se não foram os bons (para meus padrões) 1h21min de 2017, consegui ao menos terminar dentro do “planejamento”. Antes da largada, falei para Janete que faria uma hora e meia. Terminei com um minuto menos. Resultado ruim, que me deixou quase na rabeira da lista e em último lugar da faixa etária, mas que também não é nenhum vexame. Em qualquer corrida, sobretudo uma tão dura como essa, todos que terminam têm o seu mérito.

 

Se é pra chegar, cheguei

 

A bonita medalha, comemorativa à primeira década da prova e da associação que a promove, foi recebida com muita honra. A mesa de frutas, sempre presente e bem-vinda, não teve aquela delícia de laranja geladinha cortada em cruz, mas tinha banana, maçã e melancia (acabou antes de eu chegar, mas eu nem gosto mesmo), serviu para repor bem as energias.

 

Mais uma pra coleção

 

A lista de classificação, que eu não cheguei a conferir na hora, acabou saindo sem o meu nome. Mas o problema foi rapidamente resolvido pelo pessoal do site de inscrições e divulgação dos resultados. Parabenizo ao Portal das Corridas pela eficiência e prontidão.  

 

Quem quer, resolve

 

Faltou encontrar o grande amigo Tonho Reto, que teve um imprevisto e acabou não estando lá. Mas merece todos os cumprimentos pela realização de mais um belo evento esportivo, que faz parte de minha história e de tantos outros corredores. É sempre uma alegria começar a temporada de corridas em Paradise City. E comemorar com um saboroso pastel do mercado.

 

Vou pelo pastel, corro pra merecer

 

Como é delicioso também voltar a escrever meus relatos de participação nas provas. Se eu farei muitas neste ano de 2019 que começa, ainda não sei dizer. Se elas serão de longas ou curtas distâncias, menos ainda. Se vão estar restritas ao Vale do Paraíba paulista e ao sul das Minas Gerais (onde não nasci, mas estão minhas origens familiares) ou serão país e mundo afora, esperarei para ver...

 

Mas o fato é que o Arquivo de Corridas está de volta. Mesmo que seja só para contar as histórias de um cara absolutamente normal, sem qualquer talento especial para o esporte, como este que vos escreve. Que não corre nada, mas continua aí, teimando, persistindo por quinze temporadas seguidas.

 

E pra continuar poder mostrando as medalhas para minha avó, que nos deixou dois anos atrás, mas, tenho certeza continua se orgulhando de mim

 

Percurso:

 

Altimetria:

 

Gostei:

da manutenção do bom percurso, das bonitas camiseta e medalha, de ser uma das poucas provas que ainda podem ser feitas nessa faixa de valor, do problema com a lista ter sido rapidamente resolvido

 

Não gostei:

do (pequeno) atraso na largada, do meu nome não aparecer inicialmente na lista de classificação

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (online e simples)
- Retirada do kit pré-prova: 5 (no dia, bem rápida e tranquila)
- Acesso: 5 (mesmo não chegando tão cedo como de costume, paramos perto)
- Largada: 4,5 (atraso pequeno)
- Hidratação: 5 (postos suficientes e bem distribuídos ao longo do caminho)
- Percurso: 5 (um dos melhores que conheço)
- Sinalização: 4 (vi algumas placas)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (mesmo passando por pequenos trechos de rodovia, controle muito eficaz)
- Participação do público: 4 (concentrado na arena)
- Chegada/Dispersão: 5 (tranquila)
- Entrega do kit pós-prova: 4,5 (à vontade)
- Qualidade do kit pós-prova: 4 (mesa de frutas sem a ótima laranja geladinha)
- Camiseta: 4,5 (bonita estampa, tecido de boa qualidade)
- Medalha: 4,5 (mantendo a tradição dos últimos anos, bonita e temática)
- Divulgação dos resultados: 4,5 (o problema com meu resultado foi resolvido a contento e rapidamente)

Média: 4,63

Viagem:
100 km, sem pedágios


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